
De acordo com informações relatadas pelo major Felipe Caselli, o homem apresentou comportamento alterado e passou por diferentes locais da região antes do confronto com os policiais. Entre as situações registradas, ele teria tentado entrar em veículos que circulavam pela via e no carro de agentes da fiscalização de trânsito. Na sequência, entrou em uma farmácia e invadiu outros estabelecimentos.
Em uma residência, o homem teria arrombado a porta e entrado no imóvel. A moradora, de 63 anos, percebeu a aproximação do invasor, correu, trancou a porta e se escondeu no banheiro. Do lado de fora, Bruno falava coisas sem sentido, jogava objetos pelo pátio e chegou a arremessar uma garrafa de vidro para dentro da casa.
Em um mercado, o homem teria avançado contra o encarregado e tentado golpeá-lo com a faca. O funcionário conseguiu se desvencilhar, empurrou o agressor e fugiu.
Bruno tentou invadir a creche Marco Aurélio de Oliveira, no bairro Areias (próximo à entrada do Jardim Progresso).
Quando os policiais chegaram, o suspeito já estava na via pública, fora da unidade de ensino. Durante a passagem pela creche, porém, ele havia ameaçado pessoas e entrado em confronto físico com o segurança Adailton Santos Bispo Júnior, de 25 anos.
Segundo o relato, Bruno avançou contra o profissional dizendo que mataria todos. Adailton esperou a aproximação do homem e deu um chute na mão que segurava a faca, fazendo com que a arma caísse no chão. Os dois entraram em luta corporal, enquanto o invasor continuava ameaçando o segurança e as demais pessoas que estavam na creche.
O profissional gritou para que o homem fosse embora e o atingiu com uma tonfa (bastão de defesa pessoal). Bruno conseguiu pegar a faca novamente e deixou a unidade de ensino.
Do lado de fora, ele andou de um lado para o outro, olhando para dentro da creche. Depois, desistiu de permanecer no local e saiu correndo.
A Polícia Militar informou que nenhum policial, aluno ou funcionário da unidade escolar ficou ferido. Segundo a corporação, o ambiente escolar permaneceu em segurança durante a ocorrência.
Depois de deixar a creche, Bruno teria atravessado a região do Jardim Progresso, conhecida como Sem Terra, e entrado em um bar. Conforme o relato do major Felipe Caselli, ele pegou uma lata de cerveja e avançou contra o proprietário do estabelecimento com a faca.
O comerciante reagiu à ameaça utilizando um facão que estava à mão. Diante da reação, o suspeito teria desistido do confronto e fugido.
As ocorrências em diferentes pontos da região mobilizaram a Polícia Militar, que continuou acompanhando os deslocamentos do homem até a abordagem que terminou com sua morte.
Segundo a versão divulgada pela Polícia Militar, quando recebeu a ordem de abordagem, Bruno avançou agressivamente contra os policiais com uma faca e gritava que mataria todos.
A corporação informou que os agentes utilizaram força letal para interromper a agressão e proteger a própria equipe e outras pessoas que estavam nas proximidades.
O Samu foi chamado para prestar atendimento médico, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Não há confirmação se Bruno estaria sob efeito de drogas ou em surto psicótico.
Bruno Soares Guerreiro tinha 27 anos e era natural do Rio Grande do Sul. De acordo com as informações divulgadas, ele possuía cinco passagens pela polícia por tráfico de drogas, ameaça e contravenções contra a pessoa, além de registros de episódios de surto.
Em novembro de 2021, ele já havia sido preso em flagrante.
Após a morte do homem, a área foi isolada e preservada para os trabalhos da Polícia Científica e da Polícia Civil, responsáveis pelos procedimentos de investigação.
A Polícia Militar de Santa Catarina também informou que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias da ocorrência e verificar os procedimentos adotados pela equipe durante a ação.
O prefeito de Tijucas, Maickon Sgrott, esteve no local e parabenizou a Polícia Militar pela atuação durante a ocorrência.
O chefe do Executivo municipal também anunciou que a Prefeitura promoverá um treinamento com as equipes da Educação, em conjunto com a Polícia Militar. A proposta é agilizar a comunicação de situações suspeitas ou anormais, para que a polícia seja informada rapidamente e possa agir quando necessário.
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