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Policial Op. Lesa Pátria

SC é alvo de 19 mandados da 28º operação federal contra atos do 8/1

É o maior número de mandados em todo o país, dos 27 em andamento.

20/06/2024 às 10h30
Por: Rádio Cidade
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Grupo durante o atentado em Brasília (DF) em 8 de janeiro de 2023 — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Grupo durante o atentado em Brasília (DF) em 8 de janeiro de 2023 — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A 28ª fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada na manhã desta quinta-feira (20) pela Polícia Federal (PF), tem como alvos empresários de Santa Catarina que atuaram tanto no financiamento dos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília como no bloqueio de estradas.

Este desdobramento não está relacionado aos investigados que fugiram para outros países como a Argentina. Na semana passada, a PF iniciou a busca por 208 investigados, dos quais 50 foram presos. A estimativa é de que cerca de 180 investigados ainda estejam foragidos.

Nesta quinta-feira (20), estão sendo cumpridos 27 mandados judiciais expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sendo 15 de busca e apreensão e 12 de busca pessoal (revista), nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. O STF também decretou a indisponibilidade de bens e contas dos investigados.

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"As investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria é permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais cumpridos e pessoas capturadas", ressaltou a Polícia Federal, em nota.

Operação em Santa Catarina

No Estado, a Polícia Federal cumpre mandados contra 19 pessoas, o maior número de mandados em todo o país. Três alvos estão no Vale do Itajaí, sendo dois em Blumenau e um em Gaspar. As identidades dos investigados ainda são mantidas em sigilo.

A Operação Lesa Pátria visa identificar pessoas que financiaram e fomentaram os atentados de 8 de janeiro, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF foram invadidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A PF estima que os danos causados ao patrimônio público possam chegar a R$ 40 milhões.

Os crimes investigados incluem tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio, incitação ao crime, associação criminosa, entre outros.

 

Anistia: Um chamado à reconciliação nacional em meio à polarização

Por - Colunista Tiago Francisco

 

Os eventos de 8 de janeiro de 2023 marcaram um momento crítico na história recente do Brasil, revelando a profundidade da polarização política que divide nossa nação. Embora esses atos de violência tenham sido amplamente condenados, é crucial reconhecer a necessidade de uma anistia como um passo vital para a reconciliação e a paz social.

Recentemente, a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) foi invadida e vandalizada (um ato inconstitucional) por estudantes e professores, mas não houve tanta repercussão. Parece que não é sobre o que se faz, mas quem faz. Dois pesos, duas medidas. A sessão chegou a ser cancelada, no entanto, não recebeu o mesmo rigor de atenção.

O contraste entre o slogan do atual governo, "União e Reconstrução", e a realidade da polarização política é evidente. Desde que Lula assumiu, vem contribuindo para a polarização. O próprio slogan reflete isso. Volta e meia, o presidente refere-se à "eles" quando fala de conservadores ou de grupos de direita, enquanto o que precisamos é de "menos eles, mais nós".

É fato que polarização política atingiu seu clímax com os acontecimentos de 8 de janeiro, resultando em prisões em massa que incluem idosos, pais de família e até mesmo a morte de uma pessoa sob custódia. Essas prisões aprofundam as feridas sociais, mantendo acesas as chamas da divisão e do rancor. Em tempos de crise social, é fundamental que o país busque soluções que promovam a unidade e a cura, em vez de perpetuar o conflito.

Uma anistia para aqueles envolvidos nos eventos de 8 de janeiro não significa esquecer ou minimizar os danos causados. Pelo contrário, trata-se de uma oportunidade de reconhecer que esses atos foram o resultado extremo de uma sociedade profundamente dividida que pode "perder a cabeça". É um chamado à empatia e à compreensão, reconhecendo que muitos dos envolvidos foram levados pela paixão e pelo desespero em um contexto político inflamado.

Muitos dos detidos são pessoas comuns, cidadãos que, por diversas razões, sentiram-se compelidos a agir. Entre eles estão idosos, que deveriam estar aproveitando a tranquilidade da terceira idade, e pais de família, cuja ausência afeta profundamente seus entes queridos. A morte de um detento é um lembrete trágico da gravidade da situação e da urgência em encontrar soluções humanitárias.

Ao conceder anistia, o Brasil pode começar a construir pontes entre os lados opostos do espectro político. Este ato de perdão não apaga os erros, mas cria um espaço para o diálogo e a reconciliação. Permite que nos concentremos em curar a nação, em vez de perpetuar um ciclo de retribuição e amargura. Anistiar esses indivíduos é um passo corajoso em direção à unidade nacional, mostrando ao mundo que somos capazes de superar nossas diferenças.

A anistia deve ser acompanhada por um compromisso renovado com o fortalecimento das instituições democráticas e a promoção do entendimento mútuo. Precisamos investir em educação cívica, fomentar debates construtivos e criar espaços onde todas as vozes possam ser ouvidas e respeitadas. Somente assim poderemos garantir que eventos como os de 8 de janeiro nunca mais se repitam.

 

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