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Policial Combate a corrupção

Operação cumpre mandados em 23 cidades de SC e prende 4 prefeitos e ex-gestores

Ação é contra possível organização criminosa comandada por grupo empresarial. Segundo MPSC, eles fraudavam licitações em conjunto com poder público.

19/06/2024 às 09h44 Atualizada em 19/06/2024 às 11h12
Por: Rádio Cidade
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Quatro prefeitos catarinense foram presos. Foto - Montagem/Reprodução Redes Sociais
Quatro prefeitos catarinense foram presos. Foto - Montagem/Reprodução Redes Sociais

Na manhã desta quarta-feira, 19 de junho, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) realizaram a segunda fase da operação "Fundraising". A ação conta com o apoio da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Santa Catarina e visa desmantelar uma possível organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações.

A operação investiga um grupo empresarial que estaria desviando recursos públicos e fraudando licitações em vários municípios de Santa Catarina. Segundo a investigação, o grupo direcionava processos licitatórios sob a fachada de prestar serviços de consultoria e assessoria para captação de recursos públicos. No entanto, esses contratos serviriam como pretexto para que servidores públicos, agentes políticos e particulares recebessem vantagens indevidas.

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A operação conta com o apoio das Polícias Penal e Científica de Santa Catarina, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, Polícia Civil do Distrito Federal (DECOR/PCDF), GAECO e Centro de Produção, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A investigação continua sob segredo de justiça.

 

Prefeitos e ex-políticos envolvidos até o momento

Foram expedidos 11 mandados de prisão preventiva, cinco de suspensão do exercício das funções públicas e 63 de busca e apreensão pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). As ações ocorrem em 23 municípios de Santa Catarina, além de uma cidade no Rio Grande do Sul e em Brasília/DF.

Nomes de investigados e as cidades com diligências não foram informados oficialmente pelo comando da operação. Porém, a jornalista Maga Stopassoli, em sua coluna do portal 4oito, informou que pelo menos quatro prefeitos estão entre os alvos da segunda fase da operação Fundraising:

Fernando de Faveri Marcelino (MDB) - Prefeito Municipal de Cocal do Sul (prisão);
Clori Peroza (PT) - Prefeita Municipal de Ipuaçu (prisão);
Marcelo Baldissera (PL) - Prefeito Municipal de Ipira (prisão);
Mário Afonso Woitexem (PSDB) - Prefeito Municipal de Pinhalzinho (prisão);
Emerson Ari Reichert (PT) - ex-Prefeito de Ipira e empresário (mandado de busca e apreensão);
Edson Bez de Oliveira (MDB) - ex-Deputado Federal e empresário (mandado de busca e apreensão);
Mauro Francisco Risso (MDB) - Prefeito Municipal de Jardinópolis (mandado de busca e apreensão). 

Primeira Fase da Operação

Na primeira fase da operação, deflagrada em setembro de 2023, 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelo GAECO em Florianópolis, Itajaí, Blumenau, Gravatal e Brasília. 

O Papel do GAECO e do GEAC

O GAECO, em Santa Catarina, é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. Seu objetivo é identificar, prevenir e reprimir organizações criminosas.

O GEAC é um grupo especializado do Ministério Público de Santa Catarina que combate a corrupção em casos de maior gravidade ou complexidade.

Esta operação é um passo importante na luta contra a corrupção e para garantir que os recursos públicos sejam utilizados corretamente em benefício da população.

Entenda o que motivou a operação:

- A investigação é contra uma possível organização criminosa comandada por um grupo empresarial;

- Segundo as investigações, eles fraudavam licitações e desviavam verbas, em conjunto com o poder público;

- Sob o pretexto de prestar serviços de consultoria e de assessoramento para captação de recursos públicos, o grupo buscava firmar contratos com prefeituras sem que houvesse necessariamente a comprovação de qualquer atividade;

- O objetivo dos contratos com indícios de fraude era para que servidores públicos, assim como agentes políticos e particulares, tivessem ganhos ilícitos por meio do recebimento de vantagens indevidas.

*Reportagem em atualização

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