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Política Polêmica

Ex-deputado Bruno Souza é atacado por "estudantes" grevistas que bloquearam acessos da UFSC

O fato teria ocorrido na manhã desta quinta-feira (16), enquanto os jovens bloqueavam as entradas.

16/05/2024 às 20h50 Atualizada em 16/05/2024 às 21h08
Por: Cidade 104.1
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Foto - Intagram/@brunosouza.sc
Foto - Intagram/@brunosouza.sc

Na terça-feira (14), os alunos da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) também decidiram aderir à greve docente, em assembleia geral do Diretório Central dos Estudantes. “A nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador!”, cantaram os grevistas no hall do Centro Socioeconômico.

Nesta quinta-feira (16) a UFSC amanheceu com as entradas do bairro Carvoeira, Trindade e Pantanal, em Florianópolis, bloqueadas por alguns estudantes. O fato acontece devido à greve geral deflagrada por professores, estudantes e técnicos administrativos. As imagens das barricadas foram divulgadas pelo Sintufsc (Sindicato de Trabalhadores em Educação das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado de Santa Catarina).

A entrada da universidade foi bloqueada nas ruas Roberto Sampaio Gonzaga, ao lado da Biblioteca Universitária, e Eng. Agrônomo Andrei Cristian Ferreira, em frente ao Centro de Eventos. As vias são utilizadas por carros, ônibus e pedestres para acessar o campus.

Não podemos continuar a rotina na universidade com as estruturas comprometidas, caindo aos pedaços, salários defasados e número cada vez menor de trabalhadores”, publicou o Sintufsc nas redes sociais. 

Denúncia

O ex-deputado estadual Bruno Souza, ex-Novo, que recentemente migrou para o PL, acusou os estudantes grevistas de agressão e roubo. O fato teria ocorrido na manhã desta quinta-feira (16), enquanto os jovens bloqueavam as entradas.

Nas redes sociais, Souza reclamou que os alunos da UFSC impediram o acesso a universidade, sem autorização. O ex-deputado disse que foi falar educadamente com os estudantes, mas segundo ele, foi agredido fisicamente, verbalmente e teve um aparelho de gravação levado pelos manifestantes.

"Alunos da UFSC bloquearam as entradas da universidade. Autorizados por quem? Por eles mesmo! Qual lei os permite fazer isso? NENHUMA! Não adianta, conversar com autoritários é impossível. Alunos que são bancados pelos pobres brasileiros pagadores de impostos. Será que se pagassem mensalidade, fariam greve?" - questionou Bruno.

Estudantes que estariam no local disseram que as entradas estavam liberadas para pedestres e que se o ex-deputado quisesse entrar na UFSC, poderia acessar sem nenhum impedimento. E que teria incitado os estudantes.

O ex-deputado prestou queixa no Comando Geral da Poliícia Militar da capital.

Logo após a saída de Bruno Souza do local, a segurança da UFSC, que teria testemunhado o ataque e roubo, resolveu desobstruir o acesso à Universidade. Bruno ainda se ofereceu a ajudar professores e alunos que se sentirem impedidos de dar ou ter aula na instituição deferal.

Confira o vídeo divulgado por Bruno Souza:

Vídeo - Instagram/@brunosouza.sc

Referente à segurança e liberdade, o escritor e professor da UFSC, Rafael Ary, já havia feito uma denúncia ao Ministério Público Federal, pedindo que garanta a segurança dos alunos e professores que querem aula. Segundo Ary, "a UFSC não pode continuar a ser terra sem lei".

"Aluno não faz greve. Aluno não faz parte de uma categoria profissional. Na verdade, os alunos tem servido de bucha de caminhão para os movimentos de extrema-esquerda. Espero que acordem um dia"; publicou o professor.

Posição do reitor

Um fato que causa estranheza foi a 'curtida' do próprio reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, à publicação do Sintufsc. Ao curtir a postagem do Sindicato, o reitor manifesta seu apoio às ilegalidades cometidas pela extrema-esquerda, enquanto se nega a cumprir seu papel institucional. O reitor descurtiu a publicação após a ação começar a repercutir nas redes sociais. Manoel de Souza não se manifestou oficialmente até a publicação desta matéria. A UFSC também não se manifestou.

Foto - Reprodução/@

Transporte coletivo

Devido ao bloqueio, algumas linhas de ônibus que transitam pela UFSC sofreram alteração no itinerário. Segundo o Consórcio Fênix, responsável pela operação do transporte coletivo na Capital, os veículos seguiram temporariamente pelas vias principais no entorno da universidade, sem entrar pela UFSC. Confira as linhas de ônibus afetadas nesta manhã:

  • 135 – Volta ao Morro Norte via Lauro Linhares
  • 138 – Volta ao Morro Sul via Lauro Linhares
  • 180 – TITRI – Pantanal via Carvoeira 
  • 470 – Tapera/ TITRI
  • 847 – TIRIO/ TITRI via UFSC 

O movimento grevista na UFSC é organizado pelo Sindicato de Trabalhadores em Educação das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado de Santa Catarina – SINTUFSC, Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical) e Diretório Central dos Estudantes Luís Travassos (DCE).

Não é a primeira vez

Em setembro de 2019, o então deputado estadual Bruno Souza foi agredido na tarde desta quarta-feira na frente da Reitoria da UFSC por seis pessoas quando dialogava com estudantes. A agressão partiu de um grupo que exibia uma faixa Lula Livre e queria a adesão do parlamentar.

Souza registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia do Saco dos Limões e denunciará o fato na Assembleia Legislativa. No documento, ele e o assessor alegam que agressão ocorreu após terem se recusado a assinar uma petição favorável a liberação do ex-presidente Lula da Prisão.

Mais tarde, durante fala na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Bruno condenou a violência por parte dos manifestantes:

"Sou um liberal, defendo o capitalismo, a plena liberdade de expressão, enquanto as esquerdas optam pela violência, preferem o paredão" – afirmou Bruno Souza na época.

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